Compliance para fintechs: tecnologia e regulação no setor bancário

Compliance para fintechs: tecnologia e regulação no setor bancário

O número de fintechs no Brasil vem crescendo expressivamente, introduzindo o mercado de vez à era dos bancos digitais.

Criadas pela absorção da tecnologia (tech) na estrutura do setor financeiro (fin), elas estão revolucionando os serviços bancários tradicionais.

Todavia, inobstante suas vantagens negociais, fintechs não estão alheias aos riscos de conformidade-integridade que o setor bancário já enfrenta.

Estamos falando de compliance bancário para fintechs – uma preocupação que pode evitar problemas regulatórios e entraves econômicos no empreendimento.

Assim, escrevemos este post com intuito de alertar empreendedores e investidores sobre riscos e soluções de compliance para o setor.

Falaremos sobre transformação digital no mercado financeiro, sobre competitividade bancária e, claro, o que a legislação diz sobre fintechs.

Confira!

Como a transformação digital impactou o mercado financeiro?

Fintechs são empresas que otimizam serviços do setor financeiro utilizando a tecnologia, o que vem impactando o mercado nos últimos anos.

Geralmente sob a forma de startups, elas têm revolucionado os serviços bancários, gerando facilidades e economia para os usuários.

Vamos entender alguns impactos das novidades:

Aumento do uso de inteligência artificial

A inteligência artificial (IA) consiste, de maneira geral, no uso de tecnologias que simulam a capacidade humana de realizar operações.

Sua aplicação tem reinventado a infraestrutura do mercado financeiro, melhorando a prestação de serviços ao consumidor.

Podemos exemplificar seu uso em operações como:

  • possibilidade de fornecer empréstimos a consumidores que são excluídos de sistemas tradicionais de score;
  • novas formas de identificar possibilidade ou intenção de repagamento, o que reduz a taxa de calote;
  • cálculo do risco dos empréstimos de forma mais rápida, justa e precisa.

Fintechs, compliance e o desenvolvimento de regtechs

Regtech é uma abreviação de Regulatory Technology — ou “tecnologia regulatória”, em português — e representa um mercado que investe e desenvolve tecnologia para aprimorar exigências de compliance.

O conceito surgiu principalmente por conta dos avanços das finctechs, empresas que, apesar de serem disruptivas, devem seguir a regulação do setor financeiro e bancário.

A necessidades deu origem às inovações e tecnologias que buscam facilitar a conformidade das fintechs às normas regulatórias, por exemplo, do Banco Central, da CVM etc.

Nesse sentido, Regtechs têm potencial para reduzir custos, aumentar a eficiência e melhorar a experiência dos usuários.

E a novidade auxilia o setor financeiro não só em relação à regulação, mas ao prevenir lavagem de dinheiro, ao automatizar o onboarding e ao evitar fraudes.

Como os bancos tradicionais podem competir com as fintechs?

Não há como frear a tecnologia: quem não se adaptar ficará obsoleto no mercado (ou perderá uma grande fatia dele).

Por isso, os bancos tradicionais também estão desenvolvendo inovações para atender a demanda digital e, consequentemente, garantir sua competitividade.

Há grandes instituições, por exemplo, lançando bancos digitais, com a finalidade de simplificar a administração do dinheiro e de investimentos.

Essas tecnologias usam algoritmos para entender como o usuário atua e auxiliar nas suas tomadas de decisões.

Outros bancos estão lançando serviços personalizados, pelos quais usuários podem abrir contas digitais e aproveitar a praticidade e agilidade.

Ou seja, em resumo, todos os players devem absorver a tecnologia na sua estrutura e suas atividades, ou ficarão para trás.

Compliance bancário para fintechs?

Afinal, para que serve compliance? Em poucas palavras: para estar em conformidade.

Isso significa tanto estar de acordo com a regulação como desenvolver uma organização ética, que visa à eficiência de maneira segura.

No caso das fintechs e demais agentes do mercado financeiro, o aspecto regulatório do setor é bastante detalhado sobre suas atividades.

Por exemplo, recentemente o BACEN publicou a Resolução 4.658/18, que dispõe sobre políticas de segurança cibernética e requisitos para que instituições financeiras sejam autorizadas a funcionar.

Essa norma foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e tem o objetivo de melhorar a proteção às operações financeiras.

Portanto, as instituições do ramo – como as fintechs – devem estruturar suas políticas de segurança de acordo com o previsto na regulação.

Controles específicos de registro, análise de causa e impacto de incidentes, rastreabilidade de dados, proteção de informações sensíveis – são muitas exigências, não é mesmo?

Por isso, ao elaborar sua política de segurança da informação, é ideal que a fintech tenha auxílio de profissionais que conheçam os detalhes da legislação.

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Como se vê, um programa de compliance bancário para fintechs pode exigir uma assessoria empresarial especializada, que compreenda a interação entre a regulação legal e a tecnologia do setor.

Aproveitamos para sugerir a leitura do nosso artigo sobre compliance digital: direito e tecnologia na gestão de riscos.

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