Energia solar: o que você precisar saber antes de investir?

Energia solar: o que você precisar saber antes de investir?

O mercado de energia solar vem crescendo no Brasil, principalmente pela possibilidade de geração própria pelas empresas e residências.

Desde que a Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou a geração distribuída de energia, a capacidade produtiva do setor vem aquecendo o mercado.

Mas quais as dificuldades e exigências regulatórias para investir na economia da energia?

Neste artigo, esclareceremos as principais questões da regulação de energia solar no Brasil e seu impacto para quem pretende produzi-la.

Continue a leitura

Panorama da energia solar no Brasil

Os primeiros recursos tecnológicos que prometiam a transformação da energia fotovoltaica (solar) datam da década de 1970.

Nessa época, eram utilizados equipamentos que armazenavam a energia produzida graças aos tradicionais painéis solares num banco de baterias, conhecidos por off-grid.

Entretanto, o uso dessas máquinas era regional, restrito aos locais não alcançados pelas redes concessionárias de energia.

Mudanças na regulamentação da energia solar

As mudanças em torno da regulação da energia solar no país são frequentes.

Desde 2012, através da Resolução Normativa nº 482/12, a ANEEL autorizou a geração da energia distribuída.

Isso permitiu que os próprios consumidores pudessem gerar energia elétrica através da insolação.

Assim, quem tinha máquinas de microgeração de energia teve acesso mais amplo às redes de distribuição oficiais.

E logo o segmento de captação e produção de energia solar foi ganhando cada vez mais força, recebendo investimentos de diversos empreendedores, nacionais e estrangeiros.

Posteriormente, a ANEEL instituiu novas possibilidades de uso para a energia gerada.

Dessa vez foram previstas formas de cooperativa de geração, microgeração para condomínios e consumo remoto, por exemplo.

Outra mudança foi o aumento do prazo de uso da energia injetada na rede pública para o produtor se beneficiar dos créditos.

Financiamento pela Caixa Econômica Federal

Ademais, as máquinas utilizadas na produção de energia fotovoltaica passaram a gozar do financiamento Construcard da Caixa Econômica Federal.

Trata-se do Programa Fundo Clima.

É um incentivo estatal para garantir que pessoas naturais possam adquirir equipamentos que visem à mitigação das mudanças climáticas.

Além disso, o Governo oferece apoio no processo de instalação de centros de pesquisa e estudos em universidades e nas regiões rurais.

Para isso, a compra e a importação de equipamentos com o objetivo de geração de energia solar podem receber descontos e até isenção fiscal.

Outro benefício, mas só para pessoas naturais, é o financiamento do BNDS na instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração, como placas fotovoltaicas.

Autoconsumo através da energia solar

A instalação dos sistemas solares do tipo on-grid, ou seja, que ficam interligados à rede da concessionária, também vem ganhando destaque.

Nos casos em que a produção de energia solar supera o consumo do produtor, o sistema armazena esse excesso na rede.

Já quando a energia consumida é maior do que a produzida, a rede local fica responsável por devolver a eletricidade para o sistema.

Trata-se do mecanismo de compensação de energia elétrica.

Como se pode ver, é possível movimentar a economia com esse tipo de ação, mas é necessário conhecer a regulação do setor.

*

Este conteúdo lhe foi útil? Aproveite também para entender como funciona a tributação da energia elétrica.

***

Siga-nos nas redes sociais: estamos no LinkedIn, Facebook, Twitter e Instagram.

Acompanhe nossas publicações e compartilhe o conhecimento!