Investidor anjo: o que você precisa saber e fazer antes de recebê-lo

Investidor anjo: o que você precisa saber e fazer antes de recebê-lo

Se você acabou de fundar um negócio promissor, com certeza tem interesse em atrair um investidor anjo.

Ele pode alavancar o desenvolvimento e os resultados do seu empreendimento nesta fase inicial.

Principalmente se você fundou uma startup.

Neste artigo, explicamos quem é o investidor anjo e o que você precisa fazer antes de recebê-lo na sua empresa:

Quem é o investidor anjo?

Trata-se daquela pessoa que tira do próprio bolso o dinheiro necessário para financiar algum projeto ou negócio que está iniciando no mercado, mas com alto potencial de crescimento.

É muito conhecido no mundo dos negócios voltados à inovação, as startups.

Bom, como se trata de capital particular, é certamente um investimento de considerável risco.

Mas, não se engane, o investidor anjo está longe de ser um sujeito excêntrico que simplesmente faz apostas com seu dinheiro.

Ele costuma ser um típico homem de negócios (businessman), que conhece o mercado e tem afinidade com investimentos.

Portanto, além de ajudar financeiramente, o investidor anjo auxilia a empresa compartilhando conhecimento, experiências, network e outras contribuições.

Esse perfil de investimento acabou sendo conhecido como smart money — um dinheiro inteligente, pois vem acompanhado de outros “ativos”.

Como funciona esse tipo de investimento?

O investidor anjo aloca capital no negócio visando ao equity, ou seja, participação no resultado.

Com isso, ele terá ações preferenciais na startup ou dívidas conversíveis em papéis da empresa.

É comum que os “anjos” façam investimento em grupo, juntando-se algumas pessoas, com capital próprio e um apetite de risco comum, para aumentar o poder de financiamento.

No Brasil, existem alguns grupos de investidores, como Anjos do Brasil, Gávea Angels etc.

O investidor anjo costuma aportar capital para médio ou longo prazo, isto é, para resultados que deem retorno em até 10 anos!

Como atrair um investidor anjo?

O ideal é que o empreendedor busque apoio dos investidores o mais cedo possível.

Afinal, conforme o negócio for expandindo, ganhando força e notoriedade, precisará de mais dinheiro.

Por isso, para atrair investidores de maneira rápida, é interessante que o investimento não precise ser tão alto, o que é mais fácil no início do negócio.

Ademais, lembre-se que o investidor anjo não terá interesse em injetar capital, se o retorno não compensar.

Além de analisar a capacidade de payback do seu negócio, ele também observará as suas qualidades pessoais.

Sim, afinal, o investidor anjo está comprando uma ideia, confiando no seu potencial para fazê-la dar certo.

Então, se você não demonstrar o perfil empreendedor e inovador que o mercado espera, o investimento será mais difícil de conseguir.

E as características comportamentais comumente procuradas por investidores são:

  • resiliência — você precisa demonstrar que é duro na queda;
  • conhecimento — conhecer o tamanho do mercado, os concorrentes, fornecedores, clientes, ambiente regulatório, e até mesmo noções de direito societário;
  • humildade — reconheça seus defeitos, contorne eventuais erros – e ouça os conselhos do investidor anjo;
  • dedicação — o líder do negócio deve ser o mais devoto colaborador do empreendimento.

Como preparar sua startup para receber investimento?

Na maioria das vezes, um anjo não ajuda a empresa apenas financeiramente, como dito.

Ele deseja até se engajar mais no negócio, fornecer conselhos sobre diversos aspectos da gestão, como o controle das finanças.

Afinal, o investidor anjo costuma ser um businessman, com muita experiência de mercado e dicas que podem ser valiosas para que o negócio cresça.

E ele certamente desejará ser ouvido.

Por isso, é importante criar um ambiente empresarial muito organizado, aberto às novas observações e, até mesmo, pronto para pivotar.

E, claro, você precisa regularizar a empresa, para que todas as operações financeiras e societárias ocorram legalmente.

Qual a tributação do investimento do anjo?

A Lei Complementar nº 123/06 – após redação da LC nº 155/16 – oficializou uma espécie de investimento anjo no Brasil, para micro e pequenas empresas.

Assim, ficou admitido o aporte financeiro – que não integrará o capital social do negócio – para incentivar as atividades de inovação e os investimentos produtivos.

Por sua vez, a Receita Federal, através da Instrução Normativa nº 1.719/17, esclareceu como funciona a tributação desse tipo de investimento.

Os investimentos estão sujeitos à incidência do imposto de renda, retido na fonte, de acordo com o prazo do contrato de participação, funcionando de forma similar às aplicações financeiras:

  • 22,5% — até 180 dias;
  • 20% — entre 181 e 360 dias;
  • 17,5% — entre 361 e 720 dias;
  • 15% — mais de 720 dias.

Por isso, antes de buscar investimentos, é importante realizar o seu planejamento tributário.

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O que achou do texto de hoje? Aproveite para descobrir qual o melhor regime tributário para sua startup.

 

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